
Bactérias da espécie Escherichia coli.
Muitas vezes, no imaginário humano, as bactérias assumem o papel de vilões. Não é a toa que elas levam esse título, afinal muitas doenças, como a cólera, tuberculose, gonorréia, tétano, intoxicação alimentar e meningite são causadas por bactérias. Apesar disso, esses ínfimos organismos, que variam de tamanho desde 0,5 até 5 micrômetros (1 micrômetro equivale a 1/100 da espessura de uma folha de papel) também são benéficos. Algumas bactérias são responsáveis pela reciclagem de lixos orgânicos, sem contar a importância das bactérias na produção de muitos alimentos, como queijos, iogurte, vinagre, etc.

O queijo suíço é fabricado a partir de três bactérias, sendo elas: Streptococcus thermophilus, Lactobacillus bulgaricus e Propionibacterium shermanii.
Hoje em dia é comum vermos pessoas apavoradas com as bactérias, sempre munidas de seus tubos de álcool, tentando livrar-se delas a qualquer custo. Se você se enquadra nesse perfil, desista: em nosso corpo há aproximadamente 100 trilhões de microrganismos. Eles estão na sua boca, pele, cabelos, intestino (inclusive auxiliando no seu funcionamento) e outras partes do corpo. Pode ser nojento, mas só para ter uma idéia, cada grama de fezes contém cerca de 10 bilhões de microrganismos!
Detalhe: não é porque os microrganismos são abundantes em nosso corpo que devemos ser relapsos com a higiene e métodos anti-sépticos!
Com o advento da engenharia genética, os microrganismos também são utilizados para produzir substâncias de nosso interesse comercial e farmacêutico. Um exemplo clássico é a produção de insulina. Existem 2 tipos de diabetes, sendo uma delas insulino-dependente, ou seja, a pessoa que possui a doença precisa suprir o corpo com insulina para sobreviver, já que não é mais capaz de produzir essa proteína.
Bom, mas da onde vem essa insulina que os diabéticos injetam em seu corpo? Antigamente ela era obtida a partir de animais, mas havia 2 grandes problemas: era difícil obter quantidades em escala industrial e como essa insulina era de origem animal, ela não era bem tolerada pelo corpo humano, gerando uma resposta imune. Até que a empresa de biotecnologia Genentech construiu uma bactéria geneticamente modificada capaz de produzir insulina humana. Em 1982, a companhia Eli Lilly obteve aprovação do governo da Grã-Bretanha e dos EUA para comercializar a insulina humana produzida por microrganismos, beneficiando muitas pessoas.
Dessa forma, não é possível classificar as bactérias e outros microrganismos como heróis ou vilões, pois existem milhares de espécies, sendo que algumas trazem malefícios, enquanto outras trazem benefícios aos seres humanos.
Luciane Pivetta
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junho 21st, 2009 as 4:41
Ótimo texto Luciane.
É espantoso imaginarmos a quantidade de bactérias que temos em nosso corpo, mas é igualmente maravilhoso imaginar que muitas delas trabalho em prol da nossa sobrevivencia.
junho 21st, 2009 as 19:12
Olá!
Parabéns pelo post, até que enfim alguém faz justiça às bactérias
Abraço,
Fernanda
http://bala-magica.blogspot.com
junho 21st, 2009 as 20:04
Olá,
nossa quanta novidade!!!
É incrível como existem tantas coisas que nós nem imaginamos.
Bem interessante, otimo artigo.
junho 23rd, 2009 as 15:03
Parabéns querida pela objetividade e simplicidade do artigo que permite-nos obter informações importantes. Ninguém é santo ou vilão de tudo, isso é válido até para o reino dos microorganismos…rs..rs..
Beijos
Mamy
junho 25th, 2009 as 11:07
muito bom o txto , parabens
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Aproveitando pra divulgar mais um de meus videos
http://www.youtube.com/watch?v=DTB_ZBB_iIQ
http://www.bleester.com
assista e comente pliz
julho 5th, 2009 as 12:05
muito informativo ! =D tá de parabéns, ainda junta com um vídeo super interessante do Dr. Bactéria!
julho 22nd, 2009 as 9:49
Em princípio, para a pessoa informada genericamente o que foi escrito já era conhecido. O briçho do artigo consiste na síntese bem explícita acerca da questão. Parabens. É bom catalogar o conjunto desses artigos, pois vc escreveu vários. Prof. Dr. Darci Luiz Pivetta