O termo antibiótico refere- se ao produto metabólico de um organismo que é prejudicial ou inibidor para certos microrganismos, mesmo em concentrações pequenas. Existem diversos tipos de antibióticos, com diferentes espectros de ação, ou seja, atingem determinados tipos de bactérias.
Mas como os antibióticos agem inibindo o crescimento ou matando as bactérias? Os antibióticos podem inibir a formação da parede celular bacteriana, romper a membrana plasmática, interferir a síntese protéica, inibir o metabolismo dos ácidos nucléicos. O modo de ação depende do antibiótico em questão, então vejamos os casos mais conhecidos. A penicilina inibe a síntese da parede celular bacteriana, o cloranfenicol inibe a tradução de proteínas pelo bloqueio da ação da peptidil transferase de uma das subunidades do ribossomo bacteriano, a rifampicina inibe fortemente a RNA polimerase bacteriana, impedindo a transcrição, enquanto a estreptomicina, produzida pelo microrganismo do solo Streptomyces griseus inibe a síntese de proteínas. Como a estreptomicina age genericamente, inibindo a síntese de proteínas, ela é um antibiótico de largo espectro, pois atinge várias espécies de microrganismos.
Sabemos que algumas bactérias tornam-se resistentes a determinados antibióticos. Mas como isso é possível? Mutações no DNA ocorrem frequentemente na natureza, algumas trazendo benefícios e outras prejuízos. Quando a mutação confere vantagem no sentido de favorecer a propagação do organismo no ambiente, ela é selecionada e passada adiante para as próximas gerações. Essa é uma das explicações em relação à resistência a antibióticos. Um dos exemplos são algumas bactérias resistentes ao antibiótico cloranfenicol. Elas possuem o gene cat, que produz uma proteína chamada Cloranfenicol Acetil Transferase, que acetila o antibiótico cloranfenicol, impedindo que ele atue inibindo a tradução das proteínas bacterianas. Outros mecanismos de resistência a drogas podem ser devidos ao desenvolvimento de uma via metabólica alternativa, dificuldade da droga penetrar na célula, inibição competitiva entre um metabólito essencial e o antibiótico, etc.

Placa de ágar com a bactéria Stapyhlococcus e o fungo Penicillium, com um halo de inibição ao seu redor.
Um acontecimento interessante e importante na história dos antibióticos ocorreu em 1929, quando o pesquisador Alexander Fleming cultivava a bactéria Staphylococcus aureus em uma placa de ágar que foi contaminada por uma colônia de fungo. Ao redor do fungo, aparecia uma zona clara, indicando a inibição do crescimento ou morte das bactérias. Fleming foi perspicaz em sua relação ao ocorrido e iniciou estudos de isolamento e identificação do fungo. A importância da observação de Fleming veio à tona quando houve a necessidade de prevenir a morte dos soldados por infecções dos ferimentos de guerra. Com auxílio de muitos pesquisadores da Inglaterra e EUA foi possível isolar a substância inibidora produzida pelo fungo contaminante de Fleming, da espécie Penicillium notatum e por isso mesmo o antibiótico foi denominado penicilina.
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agosto 25th, 2009 as 15:51
Hum… gostei! Nunca tinha parado pra pensar em como o nosso organismo cria resistencia a determinados medicamentos.
agosto 25th, 2009 as 23:41
Oie Maisa,
só pra lembrar que não é o nosso corpo que cria resistência aos antibióticos, até mesmo porque eles não visam atacar as nossas células, mas sim que os MICRORGANISMOS, como as bactérias podem desenvolver a resistência aos antibióticos.
Abs
Luciane
agosto 26th, 2009 as 17:04
Opa! Entendido!
agosto 26th, 2009 as 18:24
Uma questão que ouço frenquentimente é quanto ao uso excessivo de antibioticos?
O que ele pode causar a um individuo e usa antibiotico com muita frenquencia, principalmente sem receita médica?
agosto 27th, 2009 as 12:26
Interessante!!
agosto 27th, 2009 as 19:51
Oie Diego,
Como o segundo vídeo aborda os antibióticos eliminam não só os microrganismos que estejam causando um efeito indesejado, como uma doença, mas geralmente outros também incluindo aqueles que estão associados beneficamente com o nosso organismo, como é o caso da flora intestinal. Então utilizar os antibióticos sem necessidade não é uma boa opção. Além disso existe a questão da resistência, muitas pessoas interrompem o tratamento antes do recomendado pq houve uma melhora e acabam selecionando possíveis colônias resistentes, que acabam se multiplicando e dominando o ambiente. Essa situação ocorre frequentemente com o tratamento da tuberculose. Nesse link do site do Drauzio Varella tem uma entrevista interessante com o médico Daniel Deheinzelin explicando esse caso da tuberculose. Aí vai o link: http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/tuberculose10.asp
Abs!!
agosto 29th, 2009 as 0:36
Gostei muito do blog: informativo, divertido, inteligente…
e interessantíssimo.
abraço e bom fds!
setembro 10th, 2009 as 11:43
Luuu, adorei sua matéria!!
Apesar que sou suspeita, amoooooooo falar sobre isso! hehehehe
setembro 11th, 2009 as 14:37
Guardar o saber para si não colabora para a coletividade…já q n pode executar, por falta de estímulos executivos, pelo menos coletivizar é uma forma de socializar. amem-pantanal