É comum escutarmos a frase: “Ai, como a minha bexiga está cheia!” ou “A minha bexiga vai explodir!”. Será que essa impressão de que a bexiga está inchada trata-se de um exagero pela vontade de ir ao banheiro ou será que de fato a bexiga “estica”?
Realmente, a bexiga aumenta de tamanho, ampliando a quantidade de urina que pode ser armazenada. Mas como isso é possível?
Em condições normais a bexiga é composta de tecido epitelial cúbico, mas quando ela tem que armazenar um volume maior de urina, o tecido passa a ser epitelial pavimentoso. HAM?!? Para entender melhor, veja ao lado as figuras da bexiga vazia (A) e cheia (B). Quando a bexiga está vazia, o tecido epitelial é cúbico, o que significa que ele é composto de células em formato de cubo. Em momentos que a bexiga fica demasiadamente cheia, as células ficam achatadas, espalhando-se uma sobre as outras formando um pavimento e por isso são chamadas de pavimentosas.

Cortes histológicos da bexiga vazia (A) e cheia (B). Figura retirada de Histologia Básica, 10 ed, Junqueira e Carneiro.
Como as células esticadas aumentam a superfície, consequentemente o espaço dentro da bexiga fica maior, sendo então possível armazenar mais urina.
Por ter essa característica flexível, o tecido (conjunto de células) da bexiga é classificado como tecido epitelial de transição, ou seja, que muda a forma dependendo de seu estado relaxado ou contraído.
Mas não pense que por isso você pode ficar prendendo a urina e não ir ao banheiro, pois isso pode causar sérios problemas ao seu corpo!












