Existem diferenças óbvias entre machos e fêmeas, como órgãos reprodutivos distintos, glândulas mamárias, diferenças cromossômicas, entre outros.

Mas o que essencialmente difere machos e fêmeas? Como podemos distinguir machos e fêmeas no caso de plantas, ou sapos, por exemplo, já que o sapo macho não possui pênis?Uma diferença fundamental entre machos e fêmeas se refere às células sexuais, ou gametas. Há uma discrepância de investimento parental nessas células: enquanto os gametas dos machos são bem menores e mais numerosos, os gametas femininos são maiores e em menor número, com um investimento de energia da mãe muito maior do que do macho em cada célula.
Certos seres, como os fungos, não apresentam diferenças entre os gametas, denominados isogametas. Nesse sistema, qualquer indivíduo pode acasalar com outro, ou seja, não há machos e fêmeas!! Já no sistema de heterogametas, como dos mamíferos, por exemplo, em que há o óvulo e o espermatozóide, o gameta feminino só pode se fundir ao gameta masculino e vice-versa.

Mas como surgiram os heterogametas? Acredita-se que quando todas as células sexuais eram praticamente do mesmo tamanho, por acaso algumas eram maiores. A existência de gametas maiores abriu portas para o surgimento de gametas menores, que poderiam lucrar em cima do investimento de energia provido pelo gameta maior. Os gametas menores iriam se especializando na tarefa de movimentar-se rapidamente, para poder procurar esses gametas maiores, indo ao seu encontro. Dessa forma, o indivíduo que tem um investimento baixo na produção de gametas menores e com poucas reservas, poderia gerar um número bem maior de gametas e potencialmente de filhos. A seleção natural favoreceria esses gametas, dando início a duas estratégias diferentes de reprodução.
Portanto, podemos concluir que o sexo masculino exerce um tipo de “exploração de investimento parental” sobre a fêmea, já que o pai não contribui com nada em termos de alimento para o embrião que se formará, tendo então condições de produzir milhões de espermatozóides e utilizá-los com fêmeas diferentes, enquanto a mãe fornece a quantidade de alimento adequada para sustentar o embrião, limitando então sua produção de óvulos devido ao grande investimento energético de sua parte.
Gostou desse assunto? Então sugiro a leitura do capítulo “A guerra dos sexos” do livro “O gene egoísta”, de Richard Dawkins, que apresenta muitos pormenores desse tema e serviu como base para a produção do texto em questão.


















janeiro 16th, 2010 as 10:43
Rsrsrs… Muito legal! Se bem que a contribuição do macho e da femea poderiam ser iguais. ¬¬ Poderiamos dividir o serviço né?! shuashauhsas =P
janeiro 19th, 2010 as 18:05
Tb acho Maísa! Mas não teve jeito, sobrou pra nós! hehehe
janeiro 21st, 2010 as 19:20
Que nada, está ótimo assim, heuheu.