WASHINGTON (Reuters) – Cientistascriaram a temperatura mais alta da história em laboratório -4 trilhões de graus Celsius, quente o suficiente para desintegrar a matéria e transformá-la no tipo de sopa que existiu milionésimos de segundos depois do nascimento do universo.
Eles usaram um acelerador de partículas gigante do Laboratório Nacional de Brookhaven, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, em Nova York, para bater íons de ouro na produção de explosões ultra-quentes, que duraram apenas milésimos de segundos. Isso, no entanto, foi suficiente para dar aos físicos assunto para anos de estudo, que eles esperam vão ajudar a entender por que e como o universo foi formado.
“Essa temperatura é alta o suficiente para derreter prótons e nêutrons”, disse Steven Vigdor, do Brookhaven, em uma entrevista coletiva num encontro da Sociedade Americana de Física, em Washington, nesta segunda-feira.
Essas partículas formam átomos, mas elas próprias são formadas por componentes menores chamados quarks e glúons. Os físicos buscam agora minúsculas irregularidades capazes de explicar por que a matéria acumulou nessa sopa quente primordial. Eles também esperam usar seus achados em aplicações mais práticas – como no campo da “spintrônica”, que tem como objetivo desenvolver peças de computador menores, mais rápidas e mais potentes.
Eles usaram o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC), um acelerador de partículas com 3,8 quilômetros de comprimento e que está a 4 metros abaixo do chão em Upton, em Nova York, para colidir íons de ouro bilhões de vezes.
“O RHIC foi projetado para criar matéria nas temperaturas encontradas inicialmente no universo antigo”, disse Vigdor. Eles calculam que a temperatura de 4 trilhões de graus se aproxima muito disso.
O centro do nosso Sol mantém-se a 50 milhões de graus, o ferro derrete a 1.800 graus e a temperatura média do universo é atualmente de 0,7 grau acima do zero absoluto.
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Para se ter uma idéia do tamanho do Relativistic Heavy Ion Collider – RHIC (Colisor Relativístico de Íons Pesados), veja a imagem panorameca dele logo abaixo:
O círculo AGS é outro acelerador de partículas, mas antigo que o RHIC.



















fevereiro 20th, 2010 as 23:01
Incrível. Chega a ser cômico como às vezes encontramos algumas pessoas que não vem necessidade nesse tipo de coisa, nem mesmo em viagens ao espaço, sem duvidas pessoas com pouco alcance de visão e perspectiva de futuro. Achei incrível chegarem a tal temperatura!! Agora já podemos derreter a matéria. Só não vão me usar isso para criar bombas…
fevereiro 22nd, 2010 as 12:20
Nuh! Essa temperatura derrete protons e neutrons! =O
fevereiro 23rd, 2010 as 0:02
Interessante mesmo. Mas algumas dúvidas me passaram pela mente.
Se eles conseguiram derreter prótons e neutrons. Que tipo de comportamento ou características físicas essas particulas apresentam quando estão derretidas? É possível resfriá-las a ponto delas voltarem ao normal?
fevereiro 24th, 2010 as 18:54
Quando estão deretidas se transformam e Quarks E Leptons. Mas não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso, talvés alguem que faça Mestrado ou Doutorado em Física Nuclear.
abril 24th, 2010 as 12:44
Muito interessante mesmo essa matéria…
Em pensar que a pouco tempo nossa visão limitava-se em saber que a menor particula era os elétrons. Como nosso amigo disse acima, esperamos que não seja usada essa técnologia para criar novas armas, o qual é pouco provável devido aos investimentos contidos e as participações dos diversos países para essa execução.