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	<title>CurioFísica &#187; antibiótico</title>
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	<description>A Física para não Físicos</description>
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		<title>COMO OS ANTIBIÓTICOS FUNCIONAM?</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 02:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciane Pivetta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>

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		<description><![CDATA[O termo antibiótico refere- se ao produto metabólico de um organismo que é prejudicial ou inibidor para certos microrganismos, mesmo em concentrações pequenas. Existem diversos tipos de antibióticos, com diferentes espectros de ação, ou seja, atingem determinados tipos de bactérias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p style="text-align: justify;">O termo antibiótico refere- se ao produto metabólico de um organismo que é prejudicial ou inibidor para certos microrganismos, mesmo em concentrações pequenas. Existem diversos tipos de antibióticos, com diferentes espectros de ação, ou seja, atingem determinados tipos de bactérias.<span id="more-1600"></span></p>
<div id="attachment_1569" class="wp-caption alignright" style="width: 294px"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/parede-bacteriana.gif"><img class="size-medium wp-image-1569" title="Parede das bactérias gram-positivas e gram-negativas, respectivamente." src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/parede-bacteriana-284x300.gif" alt="Parede das bactérias gram-positivas e gram-negativas, respectivamente." width="284" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parede das bactérias gram-positivas e gram-negativas, respectivamente.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas como os antibióticos agem inibindo o crescimento ou matando as bactérias? Os antibióticos podem inibir a formação da parede celular bacteriana, romper a membrana plasmática, interferir a síntese protéica, inibir o metabolismo dos ácidos nucléicos. O modo de ação depende do antibiótico em questão, então vejamos os casos mais conhecidos. A penicilina inibe a síntese da parede celular bacteriana, o cloranfenicol inibe a tradução de proteínas pelo bloqueio da ação da peptidil transferase de uma das subunidades do ribossomo bacteriano, a rifampicina inibe fortemente a RNA polimerase bacteriana, impedindo a transcrição, enquanto a estreptomicina, produzida pelo microrganismo do solo <em>Streptomyces griseus</em> inibe a síntese de proteínas. Como a estreptomicina age genericamente, inibindo a síntese de proteínas, ela é um antibiótico de largo espectro, pois atinge várias espécies de microrganismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que algumas bactérias tornam-se resistentes a determinados antibióticos. Mas como isso é possível? Mutações no DNA ocorrem frequentemente na natureza, algumas trazendo benefícios e outras prejuízos. Quando a mutação confere vantagem no sentido de favorecer a propagação do organismo no ambiente, ela é selecionada e passada adiante para as próximas gerações. Essa é uma das explicações em relação à resistência a antibióticos. Um dos exemplos são algumas bactérias resistentes ao antibiótico cloranfenicol. Elas possuem o gene <strong>cat</strong>, que produz uma proteína chamada <strong>C</strong>loranfenicol <strong>A</strong>cetil <strong>T</strong>ransferase, que acetila o antibiótico cloranfenicol, impedindo que ele atue inibindo a tradução das proteínas bacterianas. Outros mecanismos de resistência a drogas podem ser devidos ao desenvolvimento de uma via metabólica alternativa, dificuldade da droga penetrar na célula, inibição competitiva entre um metabólito essencial e o antibiótico, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1568" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Alexander_Fleming2.gif"><img class="size-thumbnail wp-image-1568" title="Alexander Fleming" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Alexander_Fleming2-150x150.gif" alt="Pesquisador Alexander Fleming" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisador Alexander Fleming</p></div>
<div id="attachment_1570" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/penicillium_vs_staph.png"><img class="size-thumbnail wp-image-1570" title="penicillium_vs_staph" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/08/penicillium_vs_staph-150x150.png" alt="Placa de ágar com a bactéria Stapyhlococcus e o fungo Penicillium, com um halo de inibição ao seu redor." width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Placa de ágar com a bactéria Stapyhlococcus e o fungo Penicillium, com um halo de inibição ao seu redor.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Um acontecimento interessante e importante na história dos antibióticos ocorreu em 1929, quando o pesquisador Alexander Fleming cultivava a bactéria <em>Staphylococcus aureus</em> em uma placa de ágar que foi contaminada por uma colônia de fungo. Ao redor do fungo, aparecia uma zona clara, indicando a inibição do crescimento ou morte das bactérias.  Fleming foi perspicaz em sua relação ao ocorrido e iniciou estudos de isolamento e identificação do fungo. A importância da observação de Fleming veio à tona quando houve a necessidade de prevenir a morte dos soldados por infecções dos ferimentos de guerra. Com auxílio de muitos pesquisadores da Inglaterra e EUA foi possível isolar a substância inibidora produzida pelo fungo contaminante de Fleming, da espécie <em>Penicillium notatum</em> e por isso mesmo o antibiótico foi denominado penicilina.</p>
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<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BiV-FvoiieY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/BiV-FvoiieY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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<p style="text-align: center;"><strong>ACESSE TAMBÉM:</strong></p>
<p><strong></strong><a href="http://www.mulequedoido.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-926" title="muleque-doido" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/06/muleque-doido.jpg" alt="muleque-doido" width="550" height="39" /></a><a href="http://ww.colmeia.blog.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1266" title="colmeia-550x45" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/07/colmeia-550x45.jpg" alt="colmeia-550x45" width="550" height="45" /></a></p>
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